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GOVERNO DO MARANHÃO

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

POVOS INDÍGENAS MARANHENSES SERÃO OS PRIMEIROS DO PAÍS A SEREM BENEFICIADOS POR PARCERIA COM O FIDA

NO MARANHÃO O FIDA ATUARÁ EM SEIS TERRITÓRIOS: BAIXO PARNAÍBA, COCAIS, CAMPOS E LAGOS, LENÇÓIS MARANHENSE, MÉDIO MEARIM E VALE DO ITAPECURU
Os povos indígenas serão prioridades no projeto do Sistema SAF e do Fida. Em missão ao Maranhão, a equipe visitou durante 12 dias, quatro comunidades indígenas localizadas no município de Fernando Falcão, Barra do Corda, Jenipapo dos Vieiras e Itaipava do Grajaú, municípios incluídos no Plano ‘Mais IDH’, do Governo do Estado, e que concentram uma grande população indígena. Embora o Fida já tenha realizado vários projetos com indígenas em outros países, o Maranhão será o primeiro estado do Brasil que o Fundo desenvolverá a experiência.



“O papel dos agricultores familiares na alimentação do mundo é inegável. No Brasil, eles produzem até 70% dos gêneros alimentícios. Nos últimos treze anos, 2003-2015, as políticas públicas se voltaram para apoiar agricultores(as) familiares, fornecendo-lhes as ferramentas de que precisam para serem bem-sucedidos. No Maranhão, o Governo do Estado firmou parceria com o Fundo Internacional para Desenvolvimento Agrícola (Fida), uma agência especializada das Nações Unidas com investimento de R$ 156 milhões para desenvolver a agricultura familiar do Estado”, explicou o secretário Adelmo Soares.

Para a secretária adjunta de Extrativismo, Comunidades e Povos Tradicionais, Luciene Dias Figueiredo, quando a SAF propôs ao Fida a inclusão de comunidades, tribos e povos indígenas no projeto foi uma recomendação do Governo do Estado de levar, de fato, o desenvolvimento sustentável e melhores condições de vida para as comunidades rurais mais pobres desse estado. “Nesse entendimento, o Sistema SAF, dialogou com o Fida e colocou os povos indígenas como um público importante do projeto de sete anos de parceria”, esclareceu.
 
De acordo com a consultora do Fida, Giulia Pedona, as visitas às aldeias indígenas tem o objetivo de diagnosticar a situação social e produtiva das aldeias, além de conhecer a real situação das atividades produtivas agrícolas, dos rios, do clima, meio ambiente e também qual é o nível de produtividade de cada uma.  “As comunidades são e estão muito carentes. Por conta da falta de chuva a produção de 2015 ficou comprometida. Não há alimento suficiente para a subsistência e a questão do acesso e abastecimento de água são também escassos”, explicou.


As visitas também auxiliam a levantar as demandas mais urgentes e as necessidades de cada comunidade, como, por exemplo, a criação de peixe e aves, que estão entre as principais demandas. De posse desse levantamento o Fida vai priorizar o incremento da produção agrícola que é basicamente o sustento da família, potencializar o sistema de irrigação, de abastecimento de água e acesso.



Foram visitados os povos Canelas e Guajajara (Aldeia Geralda Toco Preto, aldeia Taboca, terra indígena Cana Brava, povo Guajajara, aldeia Tainá, aldeia Maynumy, aldeia Mel da Italiana, aldeia Escalvado).



Artesanato



Outro ponto a ser potencializado é a valorização dos costumes e cultura de cada povo, respeitando a especificidade de cada um. Para isso, as mulheres das aldeias manifestam forte interesse em retomar as atividades de produção de artesanato, a exemplo do povo Guajajara, conhecido pela produção de redes. A ideia é criar pontos de cultura onde as mulheres possam produzir e comercializar, já que o artesanato também pode ser uma fonte de renda para as famílias indígenas.



Fida



No Brasil, o Fida trabalha com foco no semiárido do nordeste para beneficiar, principalmente, agricultores familiares, assentados e trabalhadores rurais com prioridade a mulheres e jovens. Combater a fome, fortalecer a segurança alimentar nas comunidades rurais, gerando emprego e renda nos municípios maranhenses são algumas atuações do Fida.



No Maranhão o Fida atuará em seis territórios: Baixo Parnaíba, Cocais, Campos e Lagos, Lençóis Maranhense, Médio Mearim e Vale do Itapecuru. Com investimentos de R$ 156 milhões, o projeto beneficiará 790 mil pessoas e 122 comunidades quilombolas. O recurso investido no Maranhão é proveniente da parceria do Governo do Estado e Fida, através da coordenação da SAF.


Fonte: SAF/SECOM
Texto: Tahyse Lima          

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