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GOVERNO DO MARANHÃO

domingo, 17 de setembro de 2017

GEDDEL CHORA, NÃO AGUENTA PRISÃO E DIZ QUE VAI DELATAR TEMER

TUDO INDICA QUE ELE VAI ABRIR O JOGO E ENTREGAR O RESTANTE DA QUADRILHA.



Brasil 247 

Pivô da maior apreensão de dinheiro sujo da história do Brasil, com os R$ 51 milhões encontrados em seu bunker em Salvador (BA), o ex-ministro Geddel Vieira Lima, que era braço direito e articulador político de Michel Temer já decidiu delatar.

Pelo menos, essa é a convicção do Palácio do Planalto, onde se sabe que Temer é um dos alvos principais, segundo informa o blog do colunista Lauro Jardim, do Globo.
Diante do fator Geddel, Temer quer tentar liquidar a segunda denúncia de Rodrigo Janot, por obstrução judicial e organização criminosa, antes que ele, o “boca de jacaré”, decida falar.
Uma das suspeitas é de que o dinheiro do bunker pagasse propinas a deputados da base de Temer, que apoiaram o golpe de 2016.
Abaixo, reportagem recente sobre a prisão de Geddel:
Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil
O juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara de Brasília, decidiu hoje (13) remeter ao Supremo Tribunal Federal (STF) a investigação sobre o montante de R$ 51 milhões apreendidos pela Polícia Federal (PF) em um apartamento em Salvador, atribuído ao ex-ministro Geddel Vieira Lima. Em sua decisão, o magistrado argumentou que há sinais de provas do envolvimento do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão de Geddel, e que podem levar ao indiciamento do parlamentar pelo crime de lavagem de dinheiro.
De acordo com o magistrado, embora não existam indícios de participação do deputado “nos fatos anteriores à apreensão dos valores, até agora somente vinculados às pessoas de Geddel Vieira e Gustavo Pedreira, o certo é que a partir de agora, diante da existência de sinais de provas capazes de levá-lo a eventual indiciamento no delito de lavagem de dinheiro, delito este que até o que se sabe possui relação com o anterior (fraudes na Caixa Econômica Federal – Operação “Cui Bono)”,
Até então o caso era analisado pela Justiça Federal em Brasília, porém o juiz Vallisney de Souza disse que a ação não poderia prosseguir, “sem antes haver uma cognição pelo Supremo Tribunal Federal sobre todos as questões referentes aos procedimentos diretos e circunstanciais a esta apuração.”
O magistrado pede que o STF decida sobre a competência da Justiça Federal para apurar o envolvimento de Lúcio Vieira Lima e se ela deve se dar de forma conjunta ou, “do contrário, se deve haver desmembramento para a investigação da autoridade com foro no STF por prerrogativa de função em apartado dos demais possíveis envolvidos”.
Geddel foi preso preventivamente em 3 de julho na Operação Cui Bono, por suspeita de que estaria agindo para atrapalhar as investigações. No dia 13 do mesmo mês, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região concedeu ao ex-ministro o direito de cumprir prisão domiciliar em sua residência, em Salvador.

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