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GOVERNO DO MARANHÃO

terça-feira, 3 de outubro de 2017

ROBERTO ROCHA MASSACRA FUNCIONÁRIOS DA RÁDIO CAPITAL: 12 MESES DE SALÁRIOS EM ATRASO; CEMAR CORTA ENERGIA DA EMISSORA

PARA COMPLETAR O ROL DE DESMANDOS NA EMISSORA, POR FALTA DE PAGAMENTO A CEMAR CORTOU, NA SEGUNDA-FEIRA (2)
                    

O senador Roberto Rocha, que sonha em ser governador do Maranhão, continua massacrando os funcionários da Rádio Capital AM. Já são 12 meses de salários em atraso e não pagamento de férias. Tem funcionário que não recebe os valores relativos às férias há oito anos. Não há pagamento/depósito de FGTS e nem recolhimento de INSS há bastante tempo.

Para completar o rol de desmandos na emissora, por falta de pagamento a Cemar cortou, na segunda-feira (2), o fornecimento de energia elétrica para o estúdio, localizado no Marcus Center, no Calhau, e para o parque de transmissores. A dívida seria da ordem de R$ 10 mil, referente a três contas em atraso.

Apenas seis técnicos/operadores de áudio têm vínculo empregatício com a emissora de Rocha. A folha de pagamento mensal gira em torno de R$ 12 mil. Um dos operadores, sem ter condições de se deslocar para o trabalho e passando por necessidades, entrou com uma ação na justiça trabalhista e se afastou do trabalho. Até o momento, a direção da rádio não foi notificada. Sem ter a quem apelar, os operadores prometem fazer paralisação.

Os locutores da emissora trabalham em regime de arrendamento ou de parceria comercial. Nenhum tem vínculo empregatício, ou seja, pagam para trabalhar na emissora do senador, já conhecido na praça como mau pagador. 

"O que está sendo feito com o dinheiro do arrendamento dos programas? Todos estão em dia porque, se houver atraso, os programas são retirados do ar. O que o diretor, Marcos Soares, está fazendo com esse dinheiro?", perguntam os funcionários.

Um dos funcionários diz que sente vergonha de andar sempre com as mesmas roupas, já desbotadas, porque não tem condições de comprar outras. “Alguns acham que, pelo meu visual, com roupas velhas, que estou na pindaíba e passando fome. Só não estou ainda porque conto com a ajuda de alguns familiares, que também já vivem em dificuldades”, diz um funcionário.

Outro desabafa: “Na minha casa a situação é de precariedade total. Não tenho mais fogão, geladeira e sofá. Tá tudo acabado. Tenho apenas uma cama e um guarda roupa. A situação está muito difícil. Esse povo não tem pena de trabalhador”, desabafa.

A situação dos funcionários da rádio do senador Roberto Rocha assemelha-se a de trabalhadores em situação análoga à escravidão. O que falta para o Ministério Público do Trabalho fazer uma fiscalização rigorosa na emissora do senador?

É dessa forma, tratando funcionários como escravos, que Roberto Rocha quer ser governador do Maranhão?

Blog do  Gilberto Lima 

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