domingo, 22 de abril de 2018

FLÁVIO DINO REAGE A ATAQUES, DESMONTA ACUSAÇÕES E SE MANTÉM NA LIDERANÇA NA CORRIDA AO PALÁCIO DOS LEÕES

TENTARAM, POR EXEMPLO, JOGAR NO COLO DO GOVERNADOR E DO SECRETÁRIO DE SAÚDE, CARLOS LULA, O CADÁVER DE UM SUICIDA QUE ESTAVA EM PRISÃO   DOMICILIAR POR SUSPEITA DE CORRUPÇÃO.
                          
Repórter Tempo

A guerra pelo poder no Maranhão, que terá seu ponto culminante durante a campanha eleitoral agendada para os meses de agosto e setembro, começa a acontecer de fato nos subterrâneos do mundo político. Nesse terreno movediço, coberto por sombras, os atores que não mostram a cara nem nomes e atuam para destruir a reputação dos seus adversários de maneira impiedosa, e assim fragilizá-los.  Mas, ainda que usem todos os recursos para limpar o terreno sem deixar digitais, essas acabam vindo à tona, indicando claramente quem está por trás dessa ou daquela ação destrutiva. No momento, os alvos dessas ações são o governador Flávio Dino (PCdoB) e membros do seu Governo, bombardeados implacavelmente por canhões do Grupo Sarney com denúncias por meio das quais estão sendo montadas ousadas e surpreendentes armadilhas, todas com o objetivo de imprimir na gestão atual a marca da corrupção.
Tentaram, por exemplo, jogar no colo do governador e do secretário de Saúde, Carlos Lula, o cadáver de um suicida que estava em prisão  domiciliar por suspeita de corrupção. A operação agitou o meio político e as redes sociais, mas não funcionou, pois a equação não fazia qualquer sentido. Na semana que passou, acusaram o chefe do Poder Executivo de haver ordenado que um oficial da Polícia Militar usasse a estrutura policial para identificar e fichar adversários políticos do Governo nas mais diversas regiões do Maranhão, algo também sem pé nem cabeça, a julgar pela pelo perfil do governador Flávio Dino. Os dois casos, que estão sendo resolvidos como deve ser na esfera policial, como deve ser em qualquer lugar do mundo, vêm ganhando versões as mais diversas, e claramente distorcidas, em controvertidos canais de informação, com vazamentos e interpretações que surpreendem até mesmo os investigadores policiais.

Como têm sido feitas com munição aparentemente destruidora, mas que têm se revelado inconsistente, as investidas para carimbar o governador Flávio Dino e seu Governo com marcas nada republicanas foram até aqui devidamente rechaçadas, desmontadas item por item em duras e esclarecedoras reações escritas pelo próprio governador e por secretários atingidos. E às vezes com acréscimos que fazem tremer as fileiras adversárias, como a exumação do Caso Reis Pacheco, por exemplo, um caso típico de fake news que assombrou o Maranhão e mudou o rumo da disputa pelo Governo do Estado, entre o ex-governador Epitácio Cafeteira (PTB) e Roseana Sarney (PMDB) em 1994. Outros contra-ataques têm atingido fortemente os redutos dos atacantes, causando por isso surpresa com a sua capacidade de produzir munição consistente, daquelas que causam duros estragos na imagem dos alcançados.

Um dado vem chamando a atenção nessa guerra: os ataques do Grupo Sarney ao governador Flávio Dino e sua equipe não têm produzido resultados favoráveis ao projeto de candidatura da ex-governadora Roseana Sarney. Primeiro porque sequer abalou a imagem do governador Flávio Dino, que se mantém líder, enquanto sua principal adversária continua estacionada, segundo todas as pesquisas feitas até agora para medir a posição dos candidatos na disputa pelo Palácio dos Leões. Tanto que o governador já montou sua chapa majoritária – com Carlos Brandão como vice e os deputados federais Weverton Rocha (DT) e Eliziane Gama (PPS) para o Senado – e continua ocupando espaço cada vez mais amplo como um dos principais líderes da esquerda no País.

Na semana que passou, ao reagir a um ataque a ele destinado pelo Grupo Sarney, o governador escreveu na sua conta no twitter: “Por que tantos ataques desvairados ao nosso governo? 1) Sarney desesperado para voltar ao poder; 2) alguns tentando me intimidar pelas minhas críticas sobre a prisão ilegal do presidente Lula. Vamos vencer nas urnas e continuarei a criticar o que acho errado”.


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