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sábado, 24 de novembro de 2018

ESCOLAS DA REDE ESTADUAL DE ENSINO CONCLUEM ATIVIDADES DO PROGRAMA ESCRAVO, NEM PENSAR!


NA UNIDADE REGIONAL DE EDUCAÇÃO (URE) DE BACABAL, DEZ ESCOLAS DO MUNICÍPIO E DE CIDADES VIZINHAS SE REUNIRAM PARA APRESENTAR OS RESULTADOS DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELO ENP ESTE ANO.
Durante essa semana, várias escolas da rede estadual de ensino concluíram e apresentaram atividades do Escravo, nem pensar! (ENP). Implantado em 2015 pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e a ONG Repórter Brasil, o programa já alcançou, até agora, 240.873 pessoas com ações de prevenção ao trabalho escravo, desenvolvidas em 474 escolas de 138 municípios.
Nas escolas, o programa é desenvolvido por meio de atividades interdisciplinares e projetos pedagógicos, com o objetivo de disseminar o tema junto às comunidades vulneráveis ao aliciamento de trabalhadores e ao uso de mão-de-obra escrava no estado.
Na Unidade Regional de Educação (URE) de Bacabal, dez escolas do município e de cidades vizinhas se reuniram para apresentar os resultados das atividades desenvolvidas pelo ENP este ano. Cerca de três mil pessoas, entre estudantes, educadores e convidados participaram de uma caminhada pelas ruas da cidade.
Os estudantes levaram para as ruas uma performance teatral retratando a história de vida da Dona Pureza Lopes Loiola, a lavradora maranhense que se tornou símbolo da luta contra o trabalho escravo ao travar uma batalha de três anos em busca do filho Antônio Abel Lopes Loiola, desaparecido em 1993, quando foi trabalhar em uma fazenda no sul do Pará. Ela reencontrou o filho em maio de 1996, quando ele conseguiu fugir de uma fazenda onde era mantido em regime de escravidão, em Santana do Araguaia (PA).
A história de Dona Pureza e Abel virou filme. Em 1997, ela recebeu, em Londres, o Prêmio Anti-Escravidão 1997, uma medalha oferecida anualmente pela Anti-Slavery International, organização não-governamental do Reino Unido que faz campanha contra o trabalho escravo.
Na capital, as apresentações ocorreram na sede URE de São Luís, onde, durante toda manhã, estudantes de sete escolas da URE apresentaram vários trabalhos, como: performances, poesias, peças teatrais, dentre outras atividades.
Para o professor Wilson Chagas, gestor do C.E. Maria José Aragão, escola da rede estadual de ensino, na Cidade Operária, o Programa Escravo, Nem Pensar! traz para a comunidade escolar a possibilidade de discutir, entender e de tentar mudar a realidade nas relações de trabalho, onde cidadãos, ainda hoje, enfrentam situações análogas à escravidão.
“É gratificante, acima de tudo, porque a gente consegue visualizar tudo o que queria passar para os nossos estudantes. Quando a gente estimula através da arte para um assunto que é de extrema importância que é a prevenção contra o trabalho escravo contemporâneo. Até porque nós que somos de escola pública de periferia e vivemos essa realidade de ver os pais desses meninos sendo explorados como mão de obra barata. Só a partir da educação, da formação é que essa realidade pode mudar. Parabéns à Seduc por permitir e incentivar trabalhos nesse sentido”, disse Wilson Chagas, gestor do Centro de Ensino Maria José Aragão.
“O sentimento é de extrema felicidade ver o resultado de todo trabalho feito com muito compromisso pelos educadores e pelos alunos que têm a temática muito próxima deles, por ser, na realidade, a vivência de muitas famílias em nosso estado, em nosso país. Ver esse resultado nos dá a esperança de que cumprimos nosso papel em divulgar, mostrar para a comunidade, e de estimular os nossos estudantes a serem protagonistas, saindo das amarras, e vislumbrando um futuro pela frente”, explicou Ana Paula Santos, coordenadora do projeto Escravo, Nem Pensar! no Maranhão.

Secretaria de Educação do Governo do Estado do Maranhão

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