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sábado, 13 de novembro de 2021

MÃE E FILHO QUEBRADORES DE COCO MORREM ATINGIDOS POR PALMEIRA DERRUBADA POR TRATOR

MARIA E JOSÉ ESTAVAM QUEBRANDO COCOS BABAÇU QUANDO A DERRUBADA ACONTECEU, O TRATOR DE ESTEIRA ESTARIA SENDO PILOTADO POR UM FAZENDEIRO DA REGIÃO.

 

Dois trabalhadores rurais, Maria José Rodrigues, de 78 anos, e José do Carmo Corrês Júnior, 38 anos – mãe e filho – foram mortos na tarde desta sexta-feira (12) após serem atingidos por uma palmeira de babaçu derrubada por um trator. A tragédia ocorreu na Comunidade de Bom Lugar, em Penalva, no Maranhão.

A mãe tinha deficiência auditiva e o filho, cognitiva. Informações preliminares dizem que Maria e José estavam quebrando cocos babaçu quando a derrubada aconteceu. O trator de esteira estaria sendo pilotado por um fazendeiro da região.

De acordo com a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras do Estado do Maranhão (FETAEMA), há tempos a região tem sido palco de conflitos agrários intensos. O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) solicitou a criação de uma Reserva Extrativista (Resex) sobre o território Enseada da Mata, onde se localiza a comunidade em questão.

“Exigimos das autoridades competentes do Estado do Maranhão agilidade nas investigações destas mortes, para que não caiam na profunda sombra da impunidade que infelizmente permeia o meio rural maranhense, tendo em vista que nos últimos 30 anos, ao menos 150 pessoas foram assassinadas em razão de conflitos por terra e território, com pouquíssimos casos levados a julgamento no âmbito do Poder Judiciário estadual”, diz a federação em nota divulgada.

O secretário de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), Francisco Gonçalves, publicou em sua rede social que uma equipe da secretaria já se deslocou para Penalva com o intuito de apurar o caso.

A FETAEMA cobra do Governo do Maranhão a criação de uma força-tarefa para tentar conter os casos de violência no campo. Já ocorreram sete mortes por conflitos agrários no estado somente em 2021.

“Reiteramos a necessidade de criação de uma força tarefa interinstitucional de enfrentamento à violência no campo pelo Governo do Estado do Maranhão, para que coordene ações integradas de regularização fundiária/ titulação de territórios quilombolas, combate ao desmatamento, investigações criminais céleres e proteção de pessoas ameaçadas nas áreas de maior tensão social acompanhadas pela Comissão Estadual de Prevenção à Violência no Campo e na Cidade (COECV)”, afirma o texto.

 Portal Guará.

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