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sábado, 16 de fevereiro de 2019

REPORTAGEM DO JN APONTA CLÉBER VERDE COMO SUSPEITO DE DESVIAR DINHEIRO DO PRB NA CAMPANHA ELEITORAL


CLEBER VERDE TERIA GASTADO MAIS DE R$ 500 MIL EM IMPRESSO NUMA GRÁFICA DE TUNTUM, ARGUMENTANDO QUE OPTOU PELA QUALIDADE E PELO PREÇO ATRAENTE DA EMPRESA TUNTUENSE.
Cléber Verde e Marisa Rosas com o repórter global: explicações sem lastro para denúncia contundente sobre desvio de dinheiro durante a campanha eleitoral
Na edição de ontem, o Jornal Nacional, da Rede Globo, em reportagem sobre o charco em que está metido o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, com supostos desvios de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral, acabou disparando chumbo grosso contra o braço do PRB no Maranhão, atingindo diretamente o presidente regional, deputado federal Cleber Verde que estaria envolvido até a medula nessa prática criminosa de desvio de recursos, usando para isso candidatas mulheres sem qualquer chance nas urnas. Numa reportagem fulminante, o telejornal global mostrou, entre outros, o caso da ribamarense Marisa Rosas, que recebeu R$ 600 mil do comando do PRB e prestou contas informando que bancou nove milhões de “santinhos” e 1 milhão e 250 mil botons, tudo distribuído a eleitores, e que saiu das urnas com apenas 161 votos. Isso significa dizer, numa conta simples, que cada voto de Marisa Rosas custou ao contribuinte nada menos que R$ 3.750,00.

Mais grave ainda: segundo o telejornal da Rede Globo – que usou repórter e produtor da central -, os espantosos gastos do PRB do Maranhão envolvem diretamente o seu presidente, deputado federal Cleber Verde, um político controvertido e tarimbado, sempre bem votado, e que comanda o partido com mão de ferro. Cleber Verde teria gastado mais de R$ 500 mil em impresso numa gráfica de Tuntum, argumentando que optou pela qualidade e pelo preço atraente da empresa tuntuense. Ainda segundo a reportagem global, ao ser indagado sobre a inacreditável relação de gasto-resultado eleitoral de Marisa Rosas, o deputado Cleber Verde teria respondido que no caso da candidata “resultado de eleição é imprevisível”. E sobre os dele próprio com a gráfica tuntuense, explicou que foi motivado pela qualidade dos serviços e pelo o preço atraente.

Provocado pela reportagem da Rede Globo os fastos eleitorais do PRB e certo de que seria exposto em plano nacional, o Tribunal Regional Eleitoral respondeu com cautela extrema, para não ser alcançado pelas chamas da denúncia: está analisando a prestação de contas de Marisa Rosas.

A exposição negativa do braço maranhense do PRB, mostrando fortes indícios de que algo de muito estranho contamina a contabilidade do partido no que se refere ao uso dos recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral nas últimas eleições e constrange seus quadros mais importantes. Para começo de conversa, sob o comando do deputado federal no quarto mandato Cléber Verde, a seção do partido no Maranhão alcançou um patamar de primeira linha, tendo nos seus quadros ninguém menos que o vice-governador Carlos Brandão, que se filiou à agremiação em 2017, depois que perdeu o controle do PSDB no estado. Depois, o partido tem como um dos seus pilares Fábio Gentil, prefeito de Caxias, terceiro maior e mais importante colégio eleitoral maranhense, juntamente com seu pai, o deputado estadual Zé Gentil, único representante da legenda na Assembleia Legislativa. Além disso, o PRB conta hoje com 15 prefeitos e dezenas de vereadores nas diferentes regiões do Maranhão, o que o torna uma agremiação com expressivo peso no contexto político estadual.

Não há dúvida de que uma bomba-relógio foi colocada no colo do deputado federal Cleber Verde. Afinal, ele foi mostrado nacionalmente como um chefe partidário regional suspeito de fazer traquinagens com recursos do partido e do contribuinte. E da maneira como foi relatado na reportagem, sua explicação para os gastos de Marisa Rosas, e as dela própria, deixaram no ar uma forte carga de suspeita que ele, como chefe da agremiação, responsável direto pelos gastos, precisa dar à sociedade. Cléber Verde é traquejado, já conseguiu reverter uma demissão do serviço público federal sob a acusação de fraudar aposentadorias, tendo reassumido seu emprego na INSS. Não será surpresa se conseguir demonstrar quer os gastos da militante do PRB, Marisa Rosas, estão rigorosamente dentro das regras eleitorais, assim como o contrato dele próprio com a gráfica de Tuntum.

Repórter Tempo.

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