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terça-feira, 14 de maio de 2019

OLHO D'ÁGUA DAS CUNHÃS ADERE A GREVE NACIONAL DA EDUCAÇÃO NESTE DIA 15.

NOSSA LUTA É CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA E CORTES NA EDUCAÇÃO.
Numa entrevista exclusiva ao Blog do Antonio Filho, o secretário municipal de educação, de Olho d'Água das Cunhãs MA,  Mário Sérgio Silva Lino e o coordenador Pedagógico, Randilson Edilson, confirmaram que os profissionais da educação no município, aderiram á greve nacional que acontece nesta quarta feira 15/05.  

Não haverá atividades nas escolas, devido a  paralisação, o Professor Ranilson Edilson, falou que as aulas serão repostas para não prejudicar o anulando e a data para reposição  será  definida  em reunião com os professores e professoras.  

O secretário Mário Sérgio, enfatizou  a questão do corte no repasse para educação, anunciado pelo governo federal,  "É muito grave e o País poderá passar por um retrocesso na educação, caso isso acontece, e sobre a reforma da previdência, ele disse ser a favor, mais tem que ser feito de uma forma que não prejudique os menos privilegiados," vamos fazer a nossa parte participando da paralisação  para reivindicar a demanda na pauta nacional disse Mário Sérgio.

PROGRAMAÇÃO NACIONAL

As trabalhadoras e os trabalhadores da educação básica e superior, pública e privada de todas as regiões do país,  anunciaram que cruzarão os braços nesta quarta-feira, 15, em protesto pelos cortes de verbas para educação, anunciados na semana passada pelo ministro da Educação Abraham Weintraub, e contra a reforma da Previdência.

O anúncio do corte de verbas aumentou o apoio à greve nacional da categoria, convocada no início de abril pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) para defender a aposentadoria e o ensino público e funcionar como um esquenta para a greve geral da classe trabalhadora para o dia 14 de junho.
“A adesão à greve nacional da educação, que já era considerável em todo o país, cresceu ainda mais depois que o governo anunciou o corte de investimentos na área e está atraindo o apoio de pais, mães e alunos preocupados com os rumos do ensino público no Brasil”, disse o presidente da CNTE, Heleno Araújo.

Segundo ele, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 06/2019, da reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL), tem como objetivo destruir a aposentadoria do povo brasileiro, em especial a das trabalhadoras e a dos trabalhadores da educação. A PEC acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição e institui a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres, aumenta o tempo mínimo de contribuição de 15 para 20 anos e altera as regras especiais de trabalhadores e trabalhadoras rurais e professores.

As professoras, destaca Araújo, serão ainda mais prejudicadas se a reforma for aprovada. “As professoras que ingressaram na carreira até 2003 vão ter que trabalhar 10 anos a mais e as que ingressaram depois de 2004 serão de trabalhar 15 anos a mais para receber benefícios menores”, explica Heleno, que questiona: “Como é que nós professores, ocupação considerada penosa, conseguiremos trabalhar até 65 anos, ou no caso das professoras, até 62 anos?”.
O diretor executivo da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e coordenador da Secretaria de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino (Contee), José De Ribamar Barroso, que representa os professores e professoras da rede particular de ensino, diz que os educadores das escolas particulares vão sofrer ainda mais que os da rede pública com a reforma de Bolsonaro. “Os trabalhadores da educação privada não vão mais conseguir se aposentar”. De acordo com Ribamar, para o pessoal do setor privado essa reforma é ainda mais cruel porque quanto mais experiência e formação o docente adquire, mais caro ele fica para a empresa que prefere trocá-lo por um profissional em início de carreira ganhando menos.



JORNAL EXTRA CLASSE

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